Liga-se o rádio e ouve-se um ouvinte participante num dos programas de phone-in em directo chamar filho da p. ao primeiro-ministro (programa "Posto de Escuta" do RCP no dia 25/7/2008, pouco antes da 1 hora da manhã).
Para se chegar a este ponto, nos programas genericamente conhecidos por fóruns, poder-se-iam ensaiar várias explicações: inexperiência ou falta de perfil para quem conduz emissões deste tipo, desresponsabilização de quem insulta, calunia ou difama. Porém, do meu ponto de vista há, sobretudo, a ausência de uma definição clara das regras de participação. E isso deve-se aos responsáveis máximos de cada meio de comunicação social.
A busca de audiências a todo o custo tem levado, frequentemente, a varrer para debaixo do tapete as questões éticas e deontológicas. Passo a passo vai-se deixando pisar o risco cada vez mais à frente criando a falsa ideia de que entrar em directo na rádio e na televisão é o mesmo que falar na sala de estar ou na mesa do café. Sem sublinhar, reiteradamente, que a expressão pública de uma qualquer posição envolve todos os tipos de responsabilização, inclusívé, criminal.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
A apresentação em rádio
"(...) Tudo dominado por apresentadores (DJs, if you must) que parecem nunca ter saído da sua sala de estar a contar anedotas mais ou menos machistas para uma plateia entediada." - João Lopes em sound + vision: Ouvindo a(s) rádio(s).
quarta-feira, 9 de julho de 2008
As boas notícias, o optimismo e as “agendas” escondidas
Quando ouço alguém fazer a distinção entre “boas” e “más” notícias pelo tom positivo ou negativo e não aferindo-as pelos critérios de noticiabilidade, sobretudo se for um jornalista a fazê-lo, fico logo de pé atrás.
Das duas uma: ou é ingénuo ou tem uma “agenda própria” escondida, que passará por um posicionamento ao lado de um qualquer poder mais do que na defesa do jornalismo.
Por norma, são os governos e as autoridades que assumem o papel de sublinhar o tom positivo da informação pública. Habitualmente, com pudor. Outras vezes descaradamente, como aconteceu recentemente na Roménia.
O jornalismo, ao contrário da propaganda, não é positivo nem negativo. Por isso, quando se ouve invocar a defesa das “boas” notícias vs. as “más” notícias convém parar para pensar e ver a quem interessa o alastrar da onda de optimismo.
Das duas uma: ou é ingénuo ou tem uma “agenda própria” escondida, que passará por um posicionamento ao lado de um qualquer poder mais do que na defesa do jornalismo.
Por norma, são os governos e as autoridades que assumem o papel de sublinhar o tom positivo da informação pública. Habitualmente, com pudor. Outras vezes descaradamente, como aconteceu recentemente na Roménia.
O jornalismo, ao contrário da propaganda, não é positivo nem negativo. Por isso, quando se ouve invocar a defesa das “boas” notícias vs. as “más” notícias convém parar para pensar e ver a quem interessa o alastrar da onda de optimismo.
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condicionamento,
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optimismo
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