quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A opinião da "vox pop." na rádio de palavra

Quando se discute tudo por todos (sejam eles muito, pouco ou nada qualificados), sem regras nem condições, acaba por não se debater realmente nada de substantivo. É entretenimento puro para tentar captar audiências. Do ponto de vista do espaço público o enriquecimento é nulo. Pelo contrário, cria-se ruído que serve apenas para atordoar os espíritos e mascarar os dados relevantes da realidade.

O que vale a opinião da "vox pop."? Normalmente nada, servindo apenas para preencher, de borla, o espaço dos média. Não faz doutrina quem quer, mas quem pode.

Será que a comunicação social deve promover a divulgação de todas as opiniões (incluindo palpites) ou apenas das opiniões relevantes, aquelas que são expressas por pessoas com algum tipo de qualificação e que têm a possibilidade de vir a fazer doutrina? A resposta parece-me óbvia. Os média têm de escolher: ou querem ser simplesmente alti-falantes da “vox populi” ou, em contrapartida, serem reconhecidos pelos critérios de selecção, escolha e edição das opiniões.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Infoinclusões... dos outros

Angola: uma prostituta cara. De BateBola no blogdabola.
Um plano tão novo como a criação do Mundo. De Emídio Fernando no correio preto.
Disfarce para burlar a legislação e a ética. De Rafael Fortes no Observatório da Imprensa.

O futuro dos media

O futuro dos media em geral, e da rádio em particular, suscita-me mais questões éticas, deontológicas ou sociológicas do que propriamente preocupações quanto à evolução tecnológica. Neste particular, concordo em absoluto com o que escreveu aqui o prof. Rogério Santos: "Além de tudo, gostaria que a habitual análise do meio chamado rádio fosse feita com um menor peso de determinismo tecnológico. O mesmo se aplica ao estudo da televisão e dos jornais de papel. O brilho dos gadgets inebria-nos. Primeiro foi a rádio, depois a televisão, agora a internet. Deles se falou no começo como se fossem redentores, trouxessem o conhecimento em si e a harmonia social. A compra de um aparelho não explica o impacto social, os consumos, as tendências, o futuro."

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

E se a televisão falhasse?

O que eu gostava mesmo de ver era uma quebra na transmissão televisiva, durante os jogos de futebol no estrangeiro das equipas portuguesas, para perceber como resolviam a situação os relatores de rádio que simulam estar no estádio e, afinal, fazem o relato no estúdio vendo a televisão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Os opinadores

Depois de Dias Loureiro ter assumido o que assumiu no caso BPN, jornalistas, políticos e comentadores não perderam tempo a invectivar Cavaco Silva por manter o seu antigo Ministro da Administração Interna no Conselho de Estado, aparentemente sem terem tido em atenção o que diz o Estatuto dos Membros daquele orgão. Só quando Luciano Alvarez do Público fez o trabalho de casa é que ficámos a saber que em lado algum do Estatuto dos Membros do Conselho de Estado é dito que o Presidente da República pode demitir ou retirar a confiança aos conselheiros, nem mesmo os nomeados pelo Chefe de Estado.