terça-feira, 19 de agosto de 2008

Medalha de ouro para o melhor sketch

Qual Gato Fedorento, qual carapuça!!! Isto é que é um sketch a sério...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A informação dada deve-se olhar o dente

"Dar mais ou menos cobertura jornalística sobre um determinado assunto não deve ser também determinado pela informação que os protagonistas desse mesmo caso disponibilizam. Mas é isso infelizmente que muitas vezes acontece."

João Adelino Faria, "Diário Económico", 4 de Agosto de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

De quem é a culpa?

Liga-se o rádio e ouve-se um ouvinte participante num dos programas de phone-in em directo chamar filho da p. ao primeiro-ministro (programa "Posto de Escuta" do RCP no dia 25/7/2008, pouco antes da 1 hora da manhã).

Para se chegar a este ponto, nos programas genericamente conhecidos por fóruns, poder-se-iam ensaiar várias explicações: inexperiência ou falta de perfil para quem conduz emissões deste tipo, desresponsabilização de quem insulta, calunia ou difama. Porém, do meu ponto de vista há, sobretudo, a ausência de uma definição clara das regras de participação. E isso deve-se aos responsáveis máximos de cada meio de comunicação social.

A busca de audiências a todo o custo tem levado, frequentemente, a varrer para debaixo do tapete as questões éticas e deontológicas. Passo a passo vai-se deixando pisar o risco cada vez mais à frente criando a falsa ideia de que entrar em directo na rádio e na televisão é o mesmo que falar na sala de estar ou na mesa do café. Sem sublinhar, reiteradamente, que a expressão pública de uma qualquer posição envolve todos os tipos de responsabilização, inclusívé, criminal.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A apresentação em rádio

"(...) Tudo dominado por apresentadores (DJs, if you must) que parecem nunca ter saído da sua sala de estar a contar anedotas mais ou menos machistas para uma plateia entediada." - João Lopes em sound + vision: Ouvindo a(s) rádio(s).

quarta-feira, 9 de julho de 2008

As boas notícias, o optimismo e as “agendas” escondidas

Quando ouço alguém fazer a distinção entre “boas” e “más” notícias pelo tom positivo ou negativo e não aferindo-as pelos critérios de noticiabilidade, sobretudo se for um jornalista a fazê-lo, fico logo de pé atrás.

Das duas uma: ou é ingénuo ou tem uma “agenda própria” escondida, que passará por um posicionamento ao lado de um qualquer poder mais do que na defesa do jornalismo.

Por norma, são os governos e as autoridades que assumem o papel de sublinhar o tom positivo da informação pública. Habitualmente, com pudor. Outras vezes descaradamente, como aconteceu recentemente na Roménia.

O jornalismo, ao contrário da propaganda, não é positivo nem negativo. Por isso, quando se ouve invocar a defesa das “boas” notícias vs. as “más” notícias convém parar para pensar e ver a quem interessa o alastrar da onda de optimismo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A invasão dos marcianos


Passam este mês 50 anos. Às 20 horas e 5 minutos do dia 25 de Junho de 1958 a Rádio Renascença iniciava a transmissão de "A invasão dos marcianos", uma emissão que constituiu um marco inovador na produção e realização radiofónica em Portugal. Este trabalho de Matos Maia replicava no nosso país, o programa feito 20 anos antes, nos EUA, por Orson Welles a partir de "A Guerra dos Mundos", um romance original de H.G. Wells, adaptado para rádio com um guião em forma de noticiário. Apesar de ser um remake e de, também entre nós, ter sido apresentado como uma ficção científica radiofónica, nem por isso o programa deixou de ter um enorme impacto junto de milhares de ouvintes e o próprio Matos Maia acabou por ir ter de prestar declarações à PIDE, a polícia política do regime de Salazar, no final da emissão.


Na transcrição do guião do programa, que o livro acima reproduz, pode avaliar-se um dos grandes méritos da adaptação, justamente aquele que diz respeito à utilização das técnicas mais adequadas para relatar um acontecimento: reportagens, entrevistas com testemunhas, opiniões de especialistas e autoridades, efeitos sonoros e som ambiente. Todos estes ingredientes, apresentados sequencialmente em episódios exaltantes seguidos de pausas para respiração, constituem uma autêntica lição de jornalismo radiofónico. Antecipando o que viria a ser feito, mais tarde, nas rádios de notícias - o acompanhamento em directo de acontecimentos extraordinários - o programa "A invasão dos marcianos" ficciona a transformação numa emissão contínua dedicada ao acompanhamento exaustivo de uma determinada situação após a transmissão de um breaking news interrompendo a programação normal.