Noticiário das 17 horas do Rádio Clube Português. O repórter Fernando Emmes entra em directo do Parque das Nações para dizer que a manifestação de polícias não deve estar muito longe de reunir os 3500 participantes que os organizadores esperavam.
Noticiário das 17 horas da Rádio Renascença. A repórter Liliana Monteiro entra em directo da Estação do Oriente dizendo que a dimensão do protesto congrega, naquela altura, cerca de uma centena de participantes.
Afinal, em que ficamos?
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Memória de elefante
A propósito da dispensa de António Sérgio pela Rádio Comercial têm sido escritas algumas incorrecções, nomeadamente quanto ao percurso profissional do radialista, por exemplo, aqui.
António Sérgio não começou na Rádio Renascença, em 1977, com o programa "Rotação". Já no início dos anos 70 podia ser ouvido na mesma Renascença, ao lado de Odete Ferrão, apresentando o "Encontro para dois" ou, então, no "Tic-tac", dois programas que não se identificavam sequer com qualquer cultura musical de vanguarda, antes pelo contrário, e onde imperava a chamada "música ligeira".
E não se pode, sequer, invocar o facto de se estar antes do 25 de Abril porque, na mesma emissora e na mesma época, havia programas com conteúdos musicais e formas de apresentação muito menos convencionais como, por exemplo, o "Tempo Zip" ou o "Página 1". Assim sendo, a participação no "Encontro para dois" ou no Tic-tac" apenas pode ser entendida como uma deriva no percurso profissional do então "jovem e inconsciente" António Sérgio que viria, posteriormente, a marcar a rádio através dos seus programas de autor.
Por isso mesmo, o respeito pelas três últimas décadas do trabalho de António Sérgio justificam plenamente um sublinhado por baixo da caracterização feita aqui, no post Go West, onde se lê que "agora, um rapazote velho e meio-néscio despediu-o". Eu não diria melhor.
António Sérgio não começou na Rádio Renascença, em 1977, com o programa "Rotação". Já no início dos anos 70 podia ser ouvido na mesma Renascença, ao lado de Odete Ferrão, apresentando o "Encontro para dois" ou, então, no "Tic-tac", dois programas que não se identificavam sequer com qualquer cultura musical de vanguarda, antes pelo contrário, e onde imperava a chamada "música ligeira".
E não se pode, sequer, invocar o facto de se estar antes do 25 de Abril porque, na mesma emissora e na mesma época, havia programas com conteúdos musicais e formas de apresentação muito menos convencionais como, por exemplo, o "Tempo Zip" ou o "Página 1". Assim sendo, a participação no "Encontro para dois" ou no Tic-tac" apenas pode ser entendida como uma deriva no percurso profissional do então "jovem e inconsciente" António Sérgio que viria, posteriormente, a marcar a rádio através dos seus programas de autor.
Por isso mesmo, o respeito pelas três últimas décadas do trabalho de António Sérgio justificam plenamente um sublinhado por baixo da caracterização feita aqui, no post Go West, onde se lê que "agora, um rapazote velho e meio-néscio despediu-o". Eu não diria melhor.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
A gramática e a plástica da rádio
Toda a gente concordará facilmente que a linguagem do meio rádio é específica, relativamente à imprensa, à televisão ou, no caso presente, aos blogues.
Também a execução formal e a apresentação de um produto radiofónico deverá pressupor que o comunicador possua determinadas características e conhecimentos que são próprios do meio rádio.
Vem isto a propósito de quão penoso tem sido acompanhar os primeiros dias em antena da nova aposta para as tardes do RCP, Ana Sousa Dias.
As hesitações, as falhas na condução da emissão, os sucessivos pedidos de desculpa aos ouvintes e uma suposta informalidade revelam, sobretudo, um ténue conhecimento da gramática e da plástica da rádio por parte de alguém que, manifestamente, não está talhada para a função que lhe quiseram atribuir.
Não estão sequer em causa a experiência e os atributos de Ana Sousa Dias como jornalista/entrevistadora. Porque ela, no “Janela Aberta” do RCP, é muito mais do que isso. Como tal, ou se preparava devidamente para conduzir uma emissão com proficiência ou, então, não aceitava dar voz e desempenhar uma tarefa específica de um meio que, nitidamente, não domina.
Assim como não é normal que um jornalista formado no meio rádio salte directamente para responsável pela paginação da mancha gráfica num jornal ou para repórter de imagem numa televisão, o inverso também não deveria acontecer.
Apesar da tendência crescente para a convergência dos meios e polivalência de funções há especificidades do trabalho jornalístico que exigem um acumular de experiências e conhecimentos que devem ser adquiridos na retaguarda.
Porém, actualmente na rádio corrigem-se os erros e aprende-se “no ar” esquecendo que, mesmo no pára-quedismo, se começam por fazer os primeiros ensaios em terra.
Também a execução formal e a apresentação de um produto radiofónico deverá pressupor que o comunicador possua determinadas características e conhecimentos que são próprios do meio rádio.
Vem isto a propósito de quão penoso tem sido acompanhar os primeiros dias em antena da nova aposta para as tardes do RCP, Ana Sousa Dias.
As hesitações, as falhas na condução da emissão, os sucessivos pedidos de desculpa aos ouvintes e uma suposta informalidade revelam, sobretudo, um ténue conhecimento da gramática e da plástica da rádio por parte de alguém que, manifestamente, não está talhada para a função que lhe quiseram atribuir.
Não estão sequer em causa a experiência e os atributos de Ana Sousa Dias como jornalista/entrevistadora. Porque ela, no “Janela Aberta” do RCP, é muito mais do que isso. Como tal, ou se preparava devidamente para conduzir uma emissão com proficiência ou, então, não aceitava dar voz e desempenhar uma tarefa específica de um meio que, nitidamente, não domina.
Assim como não é normal que um jornalista formado no meio rádio salte directamente para responsável pela paginação da mancha gráfica num jornal ou para repórter de imagem numa televisão, o inverso também não deveria acontecer.
Apesar da tendência crescente para a convergência dos meios e polivalência de funções há especificidades do trabalho jornalístico que exigem um acumular de experiências e conhecimentos que devem ser adquiridos na retaguarda.
Porém, actualmente na rádio corrigem-se os erros e aprende-se “no ar” esquecendo que, mesmo no pára-quedismo, se começam por fazer os primeiros ensaios em terra.
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ana sousa dias,
linguagem específica dos meios,
rádio
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Ler jornais é saber mais?
Guerra no BCP longe do fim (Diário Económico)
Consenso no BCP: Estatutos alterados até ao fim do ano (Jornal de Negócios)
Accionistas do BCP continuam sem acordo para a assembleia (Público)
Acordo alcançado no BCP pacifica assembleia geral (Diário de Notícias)
Guerra mais acesa no BCP em vésperas de assembleia de accionistas (Jornal de Notícias)
Consenso no BCP: Estatutos alterados até ao fim do ano (Jornal de Negócios)
Accionistas do BCP continuam sem acordo para a assembleia (Público)
Acordo alcançado no BCP pacifica assembleia geral (Diário de Notícias)
Guerra mais acesa no BCP em vésperas de assembleia de accionistas (Jornal de Notícias)
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Um trabalho simultâneo para rádio e televisão
É um sinal dos tempos que se traduz num desafio suplementar para a actividade jornalística: a produção de peças sobre um mesmo tema com destino a suportes diferentes. O conceito emergente está a chegar às redacções portuguesas, como se pode ler aqui, mas ainda não há respostas definitivas sobre se é viável e desejável, em todas as condições, a polivalência do trabalho simultâneo para rádio, televisão, imprensa ou internet. Tendo em vista que cada meio tem a sua linguagem específica, resta saber se o fim da especialização e o caminho para a convergência representa um efectivo benefício para o público ou, simplesmente, uma mais-valia para as empresas. Para os jornalistas o exercício até pode ser estimulante, como eu próprio ensaiei, em 2003, com esta peça para imprensa, este guião para peça de rádio e este audio da peça de rádio, produzidos no âmbito de um Curso de Especialização Pós-graduada em Jornalismo Médico e de Saúde. O futuro não tardará a esclarecer quais as condições e as contrapartidas que envolverão o desempenho polivalente da actividade jornalística.
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jornalismo,
linguagem específica dos meios
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Posso ser muito antiquado, mas não percebo...
Um jornalista envolvido numa acção de "street marketing". Assumidamente, sem qualquer máscara. Pode ler-se aqui.
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