No início, as televisões e as rádios começaram por ouvir comentadores qualificados (e supostamente sem interesses particulares) quando queriam aprofundar este ou aquele assunto. Depois, passaram a comentadores os políticos fora do activo, a que se seguiram os políticos no activo, umas vezes apresentados como tal, outras nem por isso. Até que a "vox-populi" ganhou estatuto de "opinion-maker" misturando, bastas vezes e sem a adequada moderação, convicções com factos, mentiras com meias-verdades e lançando até injúrias e difamações.
A opinião responsável e fundamentada tem de continuar a ser livre, mas a exibição da ignorância e do disparate, que vai ganhando cada vez mais terreno no espaço público, não pode ser colocada ao mesmo nível. A não ser que o objectivo seja fomentar o país dos fala-barato.
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terça-feira, 5 de maio de 2009
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